Pular para o conteúdo principal

À PALAVRA: UM BRINDE

Não perdi nada
Hoje sei.
A medida de meus versos
- e eles existem -
É o que se me mostro
E o que se me vêem – inda que invisível -
Do verme ao anjo
Integralmente.
Titubeei – é bem sabido, como verdade insígnia de minha desonra e glória –
Porém persisti – e só ela foi minha testemunha, porque só nela Cri Que hAvia - como algo que simbolicamente real se me desvendasse, e
Vivi sob e sobre uma vida
Cada gole e naco do impossivelmente real.

Resisti
Sem glórias ao indubitável respiro porque respirar era tudo:
pra dentro e pra fora – e vice e versa o verso -
homens e filhos,
pai e mãe,
poesia e práxis.
Mereço, portanto, essa taça de vinho tanto quanto as chibatadas que me ofendem.
Tudo está incluído.
Principalmente o principal.
Secundariamente o secundário.
Terceariamente o ter supérfluo.
Uso e desuso
A grandiloqüência e o prosaico
O gole e a mordida.
Tudo vira merda e medra no tempo.
O futuro?
Cem mil bicudos numa noite quase clara... poesia ou agito?
Encontro ou perdição?
Verso ou prosa?
Palavras sãs que lavram mentes insanas
Onde busco a dicção perfeita do raro espasmo epifânico no vão da coisa vã.
Vão é o mundo e vão e meu pensamento também.
Tudo passa
A dor
O amor
O som... o silêncio.
O silêncio... a glória.
E passará sempre a caligrafia rápida destes versos e sentimentos que lhes nomeiam versos.
E as balas que ultrapassaram o corpo inocente, também passarão?
Nem justos são os versos, nem justa é a lida.
Mas mereço essa taça de vinho e o sôfrego instante de minhas veleidades poesíveis nesta noite escura.
Tim- tim!

CRIS

Comentários

Anônimo disse…
Não foi esse!!!!!!!! preciso falar com o doido do sergio!!!vai pra vc e volta pra mim!!

Postagens mais visitadas deste blog

LER OU NÃO LER ? EIS A QUESTÃO.

Vixe! Que daqui a pouco o Tom Zé vai ter que entrar aqui pra achar a minitribo Tomzeniana. hehe. Mas é isso aí. Estou aprendendo lá como usar o nosso quadrado pra sair do quadrado. Bê. Não é bem assim. Aqui também pra cada dez que fazem tem cem pra desfazer. Há uns e há muitos outros também. Escola pública é uma doideira. Tudo muito improvisado. Veja só a situação da escola da prefeitura que te falei. Iniciamos o ano com tudo encaixotado, até dicionários. E o projeto piloto da escola é de leitura e escrita! Pode? Aliás vou te enviar um conto que comecei a escrever e não conclui em que há uma passagem muito parecida com o que aconteceu com tua sobrinha. É só eu achar. Aguarde. Márcia - minha amiga que também é professora das duas redes - me desminta, se não é verdade. A gente é brava gente brasileira, não? Que dia da semana você não quebra o pau e às vezes a cara pra garantir algo que já devia estar garantido? É assim. Perdi as contas de quantas vezes tive que arrombar portas de bibl...

QUANDO A ESCOLA SUPERIOR É INFERIOR

PALAVRA SEM EXEMPLO NÃO VALE NADA. EXEMPLO VALE MAIS QUE PALAVRAS. Uma das evidências da falência do sistema de educação contemporâneo, na minha opinião, são os próprios sintomas clínicos da categoria que gere a educação nas suas bases. Senão vejamos. Distúrbios psicológicos e psiquiátricos, obesidade, cânceres, osteoporose, problemas de coluna e de voz, infelicidade. Só para começar e os mais evidentes. Uma legião de doentes educadores envolvidos por sistema consumista e desumano – leia-se aqui econômico - que cinicamente e prepotentemente insiste em manter o discurso de educar para preparar o indivíduo para um mercado de trabalho que a cada dia fica mais claro e evidente que não existirá. Educação inútil. Que não serve para nada. Agora deram pra exigir que ela sirva para atenuar índices. Alguns mais cínicos torcem o nariz para uma educação libertária e chegam a propor uma pedagogia neutra. Como se isso fosse possível. Gente doente e desiludida contaminando jovens com seus medos, co...

FIM DO FIM DE SEMANA

"Nas escolas a situação é de calamidade pública. Muitas nem sequer possuem bibliotecas. Não raro, é algum professor que se encarrega de organizar o acervo. Em outras, os livros se atulham sob escadas, corredores ou salas inadequadas. O impacto é extremamente negativo na formação dos alunos. Na idade em que a leitura precisa ser valorizada para que seu hábito se cristalize, o estudante vê livros tratados como entulho. Nada o convencerá mais tarde do contrário: o livro permanecerá entulho, e sua leitura, um ato despido de sentido. " clique aqui e continue lendo O trecho acima é de um texto que a ensolarada companheira Bê solidarizou com a gente. Ele foi escrito por uma biblitecária, profissão que não existe na educação pública - ao menos por onde andei. Só não ouso dar detalhes da infeliz situação das escolas onde leciono pois temo ser acionada - ainda! - pela Lei da Mordaça que prevê punições discsiplinares ou demissão para q...