Pular para o conteúdo principal

QUERO UM ZERO. À ESQUERDA, POR FAVOR.

Entrei e o diretor foi logo me informando que tive nota reduzida de avaliação no quesito relacionamento. Um ponto a menos. Foram generosos - fosse eu a avaliá-los zerava tudo. Seria muito estranho se não notassem. Impossível nessa altura do campeonato disfarçar meu nojo em conviver com aquilo – estaria mais á vontade num estábulo. Pago, paguei e sei que pagarei muito caro pra manter a pose. Dia desses a coordenadora me advertia: Sabe qual é o seu problema? Você é muito utópica, muito utópica! Repetia aquilo e ia dando passinhos pra trás, morrendo de medo que eu a pegasse pelo pescoço e a esganasse ali mesmo. E seus medos estavam cheios de fundamentos, podem crer. Kassabistas, filântropos, estúpidos, iletrados, barnabés, pedantes, facistas... tem de tudo no balaio pequeno-burguês daquele lugar. Deles eu quero zero. Exijo um um grande e redondo zero de suas avaliações. Eu mereço deles um zero, à esquerda, é claro.
GENOVEVA

Comentários

Ná disse…
Relaxada!!!!!!!! Hoje sou mais felizzzzzzz e muito mais feliz mesmo com os zerosssssssssssssssss que estes sujeitos me dão , e olha que não são poucos os que tomo acho que minha proxima avaliação chegará a (-0) um dia tomo zero pq a diretora passou mal outro pq a doida bateu o carro outro pq ela não casou é sozinha e mal amada outro zero pq perturbo a ordem e olha sou uma anjaaaaaa e outro pq dizem que sou mal humorada kkkk logo eu que vivo feliz a rir dos pits delas e tantos outros que continuando lá sei que ainda tomarei mas tomarei todos com gosto um gosto peculiar o de ser diferente de todas ela que são burras .Ai estou felizzzzzzzzzzzzzz
Anônimo disse…
Também me tiraram um ponto de relacionamento. Como posso ter problemas de relacionamento com alguém que vi apenas alguns dias durante o ano letivo inteiro? Como posso ter problema de relacionamento se não os vejo na escola!

Postagens mais visitadas deste blog

LER OU NÃO LER ? EIS A QUESTÃO.

Vixe! Que daqui a pouco o Tom Zé vai ter que entrar aqui pra achar a minitribo Tomzeniana. hehe. Mas é isso aí. Estou aprendendo lá como usar o nosso quadrado pra sair do quadrado. Bê. Não é bem assim. Aqui também pra cada dez que fazem tem cem pra desfazer. Há uns e há muitos outros também. Escola pública é uma doideira. Tudo muito improvisado. Veja só a situação da escola da prefeitura que te falei. Iniciamos o ano com tudo encaixotado, até dicionários. E o projeto piloto da escola é de leitura e escrita! Pode? Aliás vou te enviar um conto que comecei a escrever e não conclui em que há uma passagem muito parecida com o que aconteceu com tua sobrinha. É só eu achar. Aguarde. Márcia - minha amiga que também é professora das duas redes - me desminta, se não é verdade. A gente é brava gente brasileira, não? Que dia da semana você não quebra o pau e às vezes a cara pra garantir algo que já devia estar garantido? É assim. Perdi as contas de quantas vezes tive que arrombar portas de bibl...

QUANDO A ESCOLA SUPERIOR É INFERIOR

PALAVRA SEM EXEMPLO NÃO VALE NADA. EXEMPLO VALE MAIS QUE PALAVRAS. Uma das evidências da falência do sistema de educação contemporâneo, na minha opinião, são os próprios sintomas clínicos da categoria que gere a educação nas suas bases. Senão vejamos. Distúrbios psicológicos e psiquiátricos, obesidade, cânceres, osteoporose, problemas de coluna e de voz, infelicidade. Só para começar e os mais evidentes. Uma legião de doentes educadores envolvidos por sistema consumista e desumano – leia-se aqui econômico - que cinicamente e prepotentemente insiste em manter o discurso de educar para preparar o indivíduo para um mercado de trabalho que a cada dia fica mais claro e evidente que não existirá. Educação inútil. Que não serve para nada. Agora deram pra exigir que ela sirva para atenuar índices. Alguns mais cínicos torcem o nariz para uma educação libertária e chegam a propor uma pedagogia neutra. Como se isso fosse possível. Gente doente e desiludida contaminando jovens com seus medos, co...

FIM DO FIM DE SEMANA

"Nas escolas a situação é de calamidade pública. Muitas nem sequer possuem bibliotecas. Não raro, é algum professor que se encarrega de organizar o acervo. Em outras, os livros se atulham sob escadas, corredores ou salas inadequadas. O impacto é extremamente negativo na formação dos alunos. Na idade em que a leitura precisa ser valorizada para que seu hábito se cristalize, o estudante vê livros tratados como entulho. Nada o convencerá mais tarde do contrário: o livro permanecerá entulho, e sua leitura, um ato despido de sentido. " clique aqui e continue lendo O trecho acima é de um texto que a ensolarada companheira Bê solidarizou com a gente. Ele foi escrito por uma biblitecária, profissão que não existe na educação pública - ao menos por onde andei. Só não ouso dar detalhes da infeliz situação das escolas onde leciono pois temo ser acionada - ainda! - pela Lei da Mordaça que prevê punições discsiplinares ou demissão para q...