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UN COUP DE DÉS

Semana de rebentação brava. Iniciei o mês do cachorro louco no melhor estilo, arrebentando, novamente, a frente do fusca num poste - vou omitir aqui os detalhes, mas para os que já me conhecem confirmarei suas prováveis suspeitas quanto às condições...é, em plena lei seca, sim! - enfim, semana tonta, e eu zonza tentando manter os compromissos com escola, família, o banco, as casas Bahia, o senhorio e o caralho a quatro. Sobrevivi. Não seio porquê, mas sempre sobrevivo. Jurei que não beberia mais.
Pra relaxar do maremoto emocional em que me meti, assisti Factotum duas vezes - queria mesmo era assistir Barfly, mas não achei -recitei o Poema em linha reta toda manhã, emprestei O Balcão do Genet na biblioteca, li o TAO, fiz um discurso visseral na reunião pedagógica sobre o ultraburguesamento cíninico da minha pseudocategoria e arrumei mais uns inimigos e outros tantos aliados. Joguei na mega, duplasena e lotofácil. Chorei, chorei, até ficar com dó de mim... Na sexta-feira comprei escondido duas latinhas de cerveja e as mamei feito um bebê faminto.
Tudo sempre tem dois lados. Eu, aprendi a caminhar no inferno e tomei gosto pelo passeio, diverto-me lambendo os olhos do capeta. De resto, é ir com mais atenção em agosto erguendo os olhos para a primavera de setembro que também não sei o porquê, virá. Ah se virá!

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