Pular para o conteúdo principal

Postagens

Depois eu escrevo...

FLASHBACK dos infernos

AINDA É CEDO AMOR, MAL COMEÇASTES A CONHECER A VIDA.... não pare agora não pare ainda dê meia volta vá mais acima se não puder subir desca salte de cabeça mas não pare ainda. fique de cócoras quem se importa se você bebe tome ainda outro pileque se não puder rir chore dia destes teu coração explode e não haverá mais quem a incomode tua existência só aos vermes faz sentido isso, vai! inverta todos os sentidos enlouqueça saúda os vermes haverá sempre um algo ou álcool na esquina embriaga-te de poesia todos os dias todos os dias desfaleça finja à morte engane a vida güenta firme que um dia o dia continuando a gente termina só não pare ainda. dê volta e meia na rotina invente outra saída entre noutra partida mas não nunca mais pare ainda. penetre desconserte concerte mais uma só mais uma sinfonia mas nunca mais não pare ainda. suba nas paredes engula a gula da vida sofra regurgite deixe que te lambam as feridas priorize o nada espete o falo nas colchas de retalhos dos cacos mas ...

Vômitos bukowskinianos do camarada Edinho Oliveira

"Quando você pensa que tudo esta numa penumbra sem fim, em amargura demasiada. Tudo pode, e vai piorar. Vivemos uma situação em que decepção, falsidade e trairagem são colocações fáceis de ser empregues em qualquer escala social, amorosa ou mesmo de relacionamento familiar. Desde o mais abastado financeiramente até o mendigo que come o resto da sua comida misturado com bosta. O ser humano é podre! Ninguém está ligando pra você, foda-se o que você pensa e sente ou mesmo o que acha que é certo. Somos parte de uma geração sem heróis, a idade das trevas não foi no inicio dos séculos, esta acontecendo AGORA. O egoísmo, tão aclamado pelos satanistas, virou marketing. Praticamente um estilo de vida contemporâneo adotado pelos mais fiéis cristãos. A vida não é bela. Passamos mais da metade de nossa existência reclamando, chorando, brigando e sendo falsos, aceite o fato de que NIGUÉM é feliz quanto aparenta ser." Se liga ae Dona Baltuz, é mais ou menos por aí. Edinho O...

VISGO DE JACA_ repertório

Organizando o repertório pra tocar e cantar nas férias: Visgo de Jaca Já caçou bem-te-vi Insitiu no sofrê É o diabo Gaiolou curió E calou o mainá É o diabo Segurou com o visgo da jaca Cambaxirra, coleiro cantor Tal e qual me prendeu a morena dendê No amor... São Francisco, amigo da mata Justiceiro, viveiro quebrou Mas não viu que a morena maltrata e me faz sofredor Minha terra tem sapê, arueira Onde canta o sabiá E a morena quer me ver na poeira E sem asa prá voar

Bem vindo indo e nunca fondo

Fui  ali, voltei. Voltei e fui . Tenho ido e voltado e a paisagem é sempre a mesma. Varia o tom, a tez, o timbre, mas a paisagem é a mesma. Foda-se. Volto vou e palavras sou. Nada mais. Inda não conheço o sentido da palavra saudade, mas sei que ela existe. Longe daqui, longe de mim. Tenho pressa. Descobri que posso dizer e querer quase tudo. Quero.  E daí? Querer não é nada. É tudo, ou quase tudo. Sou boa nessa coisa de trocadilhos. Queria envergar palavras como envergo a vida. Há muita poesia em mim. E daí? Não me quero mais astrolábica, nascer, crescer, Oh! reta infinita de vida infinda. Quanta bobagem tenho gastado nesta bagaceira vida. Queria não usar mais verbos econômicos: Gastei? Lucrei? Economizei? Quero não com, que volteia a apreender. Esquecer. Dormir. (No teu colante útero, colo da vida) Tudo pode ser uma infinita bobagem. E é. E foi. E será. Pintos e bocetas feridas. Almas e espíritos felinos. Nada mais me dói (nem em mim nem em ti, sejamos francos! ...

Mensagem de Tomio Kikuchi para o Ano Novo de 2012, ano do DRAGÃO.

CENTRO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO VITALÍCIA

Se essa rua fosse dela...

Por quem os sinos dobram - John Donne

Por quem os sinos dobram John Donne ELEGIA: INDO PARA O LEITO Vem, Dama, vem, que eu desafio a paz; Até que eu lute, em luta o corpo jaz. Como o inimigo diante do inimigo, Canso-me de esperar se nunca brigo. Solta esse cinto sideral que vela, Céu cintilante, uma área ainda mais bela. Desata esse corpete constelado, Feito para deter o olhar ousado. Entrega-te ao torpor que se derrama De ti a mim, dizendo: hora da cama. Tira o espartilho, quero descoberto O que ele guarda, quieto, tão de perto. O corpo que de tuas saias sai É um campo em flor quando a sombra se esvai. Arranca essa grinalda armada e deixa Que cresça o diadema da madeixa. Tira os sapatos e entra sem receio Nesse templo de amor que é o nosso leito. Os anjos mostram-se num branco véu Aos homens. Tu, meu anjo, és como o céu De Maomé. E se no branco têm contigo Semelhança os espíritos, distingo: O que o meu anjo branco põe n...

Tom Zé explica "Tô ficando atoladinha" !

"Refrão da atoladinha: meta-refrão, micro-tonal e poli-semiótico.." ‎" o refrão da 'Atoladinha' era uma das ondas concêntricas que a bossa nova tinha feito desencadear..."

VIRADA LITERÁRIA_2011

SOU TERRA VERMELHA!

DIA DA AUSÊNCIA DE RESTRIÇÕES ACABEI DE DESCOBRIR QUE NASCI NESTE DIA (vou registrar aqui para não esquecer- valeu Regina!) Início:      Jan 20, '08 3:45p Localização:      Todo o Universo MÊS: JANEIRO DIA: 20 29° DE CAPRICÓRNIO A 1° DE AQUÁRIO CÚSPIDE CAPRICÓRNIO-AQUÁRIO TERRA CARDINAL 20 de Janeiro DIA DA FALTA DE RESTRIÇÕES Os nascidos em 20 de janeiro são extremamente sensíveis e gostam de seguir seus impulsos aonde quer que os levem. Uma de suas características mais marcantes é a capacidade de tomar decisões rápidas e agir com base nelas. Adeptos da improvisação e não da minúcia, vivem a vida como ela é — independentemente de quão caótica ou decepcionante seja, sentem que podem lidar com ela. Seu estado interior é, também caótico, embora milagrosamente confiram ordem ao seu trabalho, muitas vezes, devido à sua habilidade técnica em seu meio específico. O humor é um traço importante desses indivíduos vibrantes. As circunstâncias mais tenebrosas s...

MÚSICA PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Direito ao nosso corpo Um dia sem querer, engravidei, a camisinha estourou, a pílula falhou Não cogitei, não quero ter, não estou pronta Mamãe não quero ser Mas não entendo por que O Estado diz, que o aborto não posso fazer Mas se o corpo é meu Por que não posso decidir Por que não posso eu Uma amiga fui consultar Cytotec tenho que tomar Ela disse você vai sangrar E no hospital seus pecados vai pagar E todos sabem que com grana, se entra numa clínica bacana Hora marcada e anestesia Em uma hora é o fim da agonia Já comecei a entender O que ninguém nos vai dizer O silêncio e hipocrisia, causa a minha hemorragia Se o homem engravidasse o aborto legal seria Mas não vou me intimidar Os meus direitos vou lutar Me juntar as mulheres, e com elas gritar: Direito ao nosso corpo, legalizar o aborto Legalizar o aborto Ficha Técnica Letra: Camila Furchi Música: Margot Ribas Intérpretes: Camila Furchi, Margot Ribas, Marta Baião e Sonia Santos Música pela Legalização...

"Ex-isto" - Paulo Leminski

O segundo filme da série Iconoclássicos foi livremente inspirado na obra "Catatau", de Paulo Leminski. O poeta imaginou uma hipótese histórica: - E se René Descartes tivesse vindo pro Brasil com Maurício de Nassau? Interpretado por João Miguel, o personagem envereda-se pelos trópicos, selvagem e contemporâneo, sob o efeito de ervas alucinógenas, investigando questões da geometria e da ótica diante de um mundo absolutamente estranho.  Saiba mais sobre a série Iconoclássicos: http://www.itaucultural.org.br/iconoclassicos/

Por enquanto...

preciso parar de pegar livros na biblioteca e não lê-los preciso parar de levar  livros para passear preciso passear nos livros preciso parar um dia ao menos um dia preciso parar e apanhar o dia com as mãos desocupadas da lida da vida e redimida em poesia preciso de muita poesia na veia da  vadia vida Um dia ao menos sem o ciso ruído incisivo de cada segundo a cada dia  cada esquina preciso esquecer que tenho conta em banco, cpf, rg, carteira de motorista, título de eleitor, holerite, ... preciso andar esquecida daquilo que nunca lembro preciso enlouquecer e depois esquecer-me. largada por aí de dia.

Alinhavando vida e morte

"— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!" Machado de Asis - Um apólogo Alguém muito importante na minha vida morreu por estes dias. Foi um enterro veloz, pois todos tinham de voltar à rotina enfática de que a vida continua, ao menos até ali. Momentos como este sempre me deslocam para um outro tempo. Me põem em crise no desconserto inseguro e incerto do vida, através do confuso gesto da amargura do luto. Sim a vida continua mas tatua novamente na minha alma a imagem da cova rasa onde depositei o rosto e corpo que nunca mais verei,  já há muito ausente da voz e movimento que agora nunca foram tão vivos. Sou destes seres que todos os dias lembra-se que vai desaparecer. Acostumei-me a companhia fiel da morte e gosto de caminhar com ela ao meu lado enlaçada à vida. De maneira, que alguns, concluindo-me mórbida,  pensam que este luto infindo que trago no peito seja-me um problema ou defeito. Não sinto assim. É no gosto atento da minha e da...

Conhecendo a CIclofaixa_03_08_2011

"Mais do que o mar, acho que quando fui morar em Ubatuba o que me enfeitiçou mesmo foi a presença e a possibilidade usar bicicleta como transporte diário." Pensei isso hoje enquanto ia pela primeira vez pedalando pela ciclovia de Sampa que funciona aos domingos da 7h às 16h. E minha estreia foi premiada: o dia estava lindo! Pedalei por 5 horas num percurso não projetado, e só parei porque meu pai viria almoçar comigo à tarde.  Costumo andar de bicicleta quando dá, mas a sensação de fazer isso coletivamente e de maneira segura por São Paulo foi única. Fiquei muito emocionada. Numa cidade onde estamos tão acostumados a uma certa solidão, partilhar vias expressas pedalando com tantas pessoas deu-me uma espécie de pertencimento que até então eu não conhecia. Confesso que fiquei um pouco mais criança hoje...  O percurso que fiz: Entrei na ciclofaixa verde pela rua Alvarenga, em frente ao portã...

KIWI COMPANHIA DE TATRO - PATRIARCADO E CAPITALISMO

Debates do projeto Carne - Patriarcado e capitalismo Os debates acontecerão sempre aos domingos, às 21h30, após a apresentação da peça  Carne  (que começa às 20h), no Teatro Coletivo - rua da Consolação, 1623, centro de São Paulo: -  Desafios do feminismo:   Laura Cymbalista  (integra a Frente pelo fim da criminalização e pela legalização do aborto e a Secretaria de mulheres do PSOL) -  07 de agosto de 2011 -  Patriarcado e capitalismo:   Helena Hirata  (socióloga e pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisas Científicas, França, profª convidada da USP) -  14 de agosto de 2011

Que é que tá acontecendo comigo?

Alguma coisa esquisita aconteceu comigo Alguma coisa inominável. Ando por aí, mas é como se já não andasse mais. Penso, mas é como se nada mais fosse-me compreensível, Penso pelo hábito apenas de pensar. Sabia gritar e desaprendi. Nunca soube escolher, mas carrego comigo a ilusão de todas as escolhas que nunca fiz. Alguma coisa esquisita aconteceu comigo Alguma coisa inominável. Sinto, mas é como se nada mais pudesse ser sentido. Sinto apenas pelo velho hábito de sentir. Sabia emocionar-me e desaprendi. Nunca soube escolher, mas carrego comigo a ilusão de todas as escolhas que nunca fiz. Alguma coisa esquisita aconteceu comigo Alguma coisa inominável. Vejo, mas é como se nada mais pudesse ser visto Vejo apenas pelo velho hábito de olhar. Sabia ver e desaprendi. Nunca soube escolher, mas carrego comigo a ilusão de todas as escolhas que nunca fiz. Alguma coisa esquisita aconteceu comigo Alguma coisa inominável... ...

História da Língua portuguesa